21 novembro 2008
08 junho 2008
12 maio 2008
“Pessoal do Ânima”: Animação até no nome
Por Zequias Nobre
Era por volta das 11 horas da manhã quando Thyago Mourão e Jean Campos aproximam-se a uma roda de amigos reunidos no saguão do Instituto de Linguagens da Universidade Federal de Mato Grosso. Vinham às gargalhadas. É comum vê-los juntos com os amigos e companheiros de teatro Eduardo Butakka e Ana Rosa sempre rindo muito.
O grupo de quatro amigos é reconhecido pelos colegas da universidade como pessoas “irreverentes e extrovertidas”. “Estão sempre fazendo piadas sobre qualquer assunto”, afirma Guilherme, estudante de jornalismo e colega de faculdade”. “Tem hora que eu não sei quem é ator, quem é Jean, quem é personagem”. Acrescenta Mariana Vianna, amiga.
Andreza Pereira, colega de universidade diz que "A Ana Rosa, o Jean e o Eduardo parecem estar sempre testando na vida esquetes novas para outra peça de teatro. Eles jogam iscas pra saber se aquela frase ou aquele gesto subiria pro tablado. É sempre bom vê-los preparando os próximos atos, enquanto nós pensamos que eles só estão mesmo nos fazendo rir".
É justamente esse espírito irreverente, debochado e irônico que os atores levam para cima do palco, nos espetáculos que encenam.
Desde que assumiu a coordenação do “Pessoal do Ânima” das mãos do Professor Gilberto Nascer, em 2006, Eduardo Butakka acabou consolidando, ao lodo dos amigos, o estilo de peças apresentadas pelo grupo. Das três encenações atualmente desenvolvidas, duas são comédias sendo a outra um musical infantil. Todas muito bem aceitas pelo público, com grandes destaques para as humorísticas, que tem as sessões sempre lotadas.
Sobre as de gênero de humor, Thyago comenta: “[As nossas peças não são] uma comédia gratuita. A gente preza muito pela critica social. E no meu pensar ela não pode ser construída com drama. Nada melhor do que [a sociedade] ir ao teatro e rir da própria desgraça”.
A peça que acabou concretizando o rumo do grupo, sendo por isso tida como seu “carro chefe”, foi “Hã, alienada, eu?!”, apresentada no 6° Fest Anima – festival de teatro do CEFET –, em 2002, da qual saiu vitoriosa. Trata-se de uma crítica a diversão cultural, tendo a mídia como base.
Em 2006 a companhia teatral lançou uma nova comédia. “Segredos de Liquidificador” seguiu a linha da comédia de “realismo fantástico”, como define Thyago. Os atores se propuseram a fazer uma crítica social através da “desconstrução da realidade”. A peça trás algo de novo ao contar com a participação do público e chama a atenção, principalmente, pelo formato em esquetes – pequenas seqüências cômicas, normalmente apresentadas em conjunto com outras esquetes, sem, necessariamente, possuírem ligações entre si.
Já no fim do ano passado o “Pessoal do Anima” encenou o musical infantil “Cavalo Transparente”, adaptação da obra da escritora infantil Sylvia Orthof. Segundo Ana Rosa, foi uma das peças mais difíceis de montar e encenar. Os integrantes chegaram a fazer um curso com o Dr. em teatro Djalma Truller sobre teatro infantil. "O processo todo de composição da peça foi muito trabalhoso, mas também muito prazeroso. Tivemos aulas de expressão corporal, de canto e dança, entre outros”, conta satisfeita. Thyago, por sua vez, relembra as dificuldades em transpor as músicas do livro para as peças. “Tinha em mão a letra, mas não a melodia”.
Apesar de ser a linha atualmente adotada pelo grupo, nada impede que sejam desenvolvidos outros tipos de peças, garante Thyago. Uma prova disso é a mais nova do grupo. A opção pela cômica está mais restrita ao número de integrantes (na casa dos 20) e de suas afinidades, do que qualquer outro motivo. Ele lembra que no passado, quando o “Pessoal do Anima” chegou a ter 100 participantes (entre figurinistas, atores, produtores, diretores etc.), um leque maior de gêneros teatrais eram apresentados ao público ao mesmo tempo.
Foi da efervescência do caldeirão desta época que surgiram os que são hoje os mais renomados grupos de teatro do Estado, como o Fúria, o Mosaico, a Confraria de atores, o Cena Onze e o André D’lucca, só para citar alguns, além, é claro, dos humoristas de maior destaque em Mato Grosso, Nico e Lau.
Mesmo seguindo o estilo clássico de teatro, aquele em que há sempre uma quarta parede entre o espetáculo e o público, isso não impede que os atores interajam com o público em vários momentos nas peças. "Um espetáculo nunca é igual ao outro. E é isso que me encanta. Morin já dizia: O ator de cinema é escolhido pelo o que ele é e não figura que ele representa. Já o ator de teatro é o contrário. Ele tem muito mais liberdade para atuar, para se perfazer”, comenta Ana Rosa.
Criado em 16 de Outubro de 1987 pelo Professor do Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso – CEFET-MT, Gilberto Nascer, o grupo é o mais antigo do Estado e está vinculado à instituição, “mas é aberto ao público”, informa Thyago. Todos os interessados podem participar das oficinas e entrarem para a companhia de teatro. “Basta que haja comprometimento dos alunos e que não faltem as aulas”, ressalta.
Quem tiver interesse pode se informar pelo telefone 9219-1076 ou procurar o CEFET-MT, na Rua Zulmira Canavarros, n. 95 - Centro, Cuiabá-MT.
E o humor volta aos palcos nos dias 21, 22, 23 do próximo mês. O “Pessoal do Ânima” reapresenta a peça “Segredos de Liquidificador” na livraria Janina do Pantanal Shopping. Quem sentiu um pouco de curiosidade em conhecer os trabalhos dos atores só terão que desembolsar R$ 12,00. Se for estudante, o preço cai para R$ 6,00. Um valor que não representa a qualidade do grupo, mas que cabe no orçamento de qualquer pessoa.
09 março 2008
A IMUTABILIDADE DO HOMEM
Os tempos mudam. Os costumes mudam e, em muitos aspectos, até mesmo a sociedade muda. A única coisa que permanece a mesma é o átomo das relações humanas, isto é, o homem.
A morte de Jesus Cristo foi, sob um prisma histórico, puramente política. Era necessário frear o avanço de um movimento social de base, promovido por um carpinteiro que pregava a igualdade entre os homens, além de se intitular filho de Deus e rei do povo hebraico. Nestes aspectos, Cristo ameaçava não só a posição sacerdotal judaica como também o próprio império romano. Sua crucificação teria por desígnio então a desintegração do movimento.
A história nos revela outros casos semelhantes. Joana D’arc – heroína na luta pela independência da França em relação à Inglaterra – teve sua morte decretada por dois motivos evidentes: o primeiro era desacreditar os franceses de que ela se tratava da lendária virgem que levaria a França à vitória; o segundo por ter ameaçado o poder da igreja católica quando declarou ouvir vozes de divindades e, deste modo, dispensava o poder de intermediação dos clérigos entre o homem comum e Deus. Nacionalmente, Temos a morte de Tiradentes: executado à forca e esquartejado como punição por trair a coroa portuguesa num levante que ficou nos autos da história como inconfidência mineira. Sua morte serviu de exemplo àqueles que tentassem se aventurar por esses caminhos.
Do mesmo modo, a morte de Saddam foi meramente política. Seu julgamento, condenação e execução tiveram por finalidade representar a vitória americana e tentar um possível desfacelamento da resistência realizada por grupos pró-Saddam.
A grande questão a ser levantada nessas evidências históricas é o caráter humano. No caso Saddam, a concretização do julgamento – realizado por uma corte local e não por um tribunal internacional, uma vez que seus crimes foram considerados como crimes de guerra e contra a humanidade – nos revela que sua condenação já estava pronta desde seu início. Tudo não passou de representação teatral engendrada para justificar sua execução – assim como o episódio bíblico em que Poncio Pilatos lava as mãos sobre a responsabilidade da morte de Cristo. Outrora, foi o desejo de partes do povo – facilmente manipulado pelo calor do momento – que representou a licitude da condenação. Hoje, foi a montagem e encenação de um julgamento.
Modificam-se personagens, épocas, atores e contexto, mas a condição humana e os motivos são relativamente os mesmos. A vida é relegada ao banal enquanto a insaciável sede por poder não e mitigada.
14 agosto 2006
Ê minireforma eleitoral!
Foi instituido a prestação de contas intermediárias nos dias 06/08 e 06/09 além da realizada ao término da campanha. Em cima desses relalatórios poderão ser feitas comparações que terão a finalidade de comprovarem ou não as origens legais das verbas. Fica também delegado com a minireforma a cassação do parlamentar ainda no processo eleitoral se comprovadas fraudes no finaciamento da campanha.
Apesar de pretender a redução nos gastos com o processo elitoral, a reforma parece não ter sido bem sucedida. Com a extinção dos Showmícios e confecções de camisetas, brindes e utilização de outdoors em locias públicos esperava-se reduções que não se realizaram. Lula praticamente dobrou seu orçamento e Alckimim não ficou atrás. Fica então posta a questão " para onde vai o dinheiro não reduzido da campanha" colocou Torquato.
Um outro problema dá-se diante das interpretações das novas regras. Por exemplo, com a extinção dos Showmícios fica proibído a participação de artístas em comícios. Mas como impedir a participação desses como partidários? "há pessoas que independete de sua condição intelectual, sempre tiveram envolvidos na prática política" reiterou o ex-Minístro.
11 agosto 2006
Politicos de MT envolvidos na Sanguessuga
- A deputada Celcita Pinheiro recebeu R$50.000 com a promessa de apresentar emendas para a compra de ambulâncias se fosse eleita. A promessa foi cumprida no ano de 2004. Celcita é candidata novamente este ano ao cargo de Deputada Federal pelo PFL.
- O deputado Lino Rossi é o que mais recebeu, entre os envolvidos, da quadrilha. O montante representa um total de R$3,04 milhões. Considerado o braço que recrutava novos parlamentares para o esquema, todas as emendas individualmente apresentados por Lino entre os anos de 2000 a 2003, foram para viabilizar a compra de ambulâncias. Lino Rossi também é candidato ao cargo de Deputado Federal pelo PP
- O deputado Pedro Henry recebeu do esquema R$140.000 além de uma Caminhonete Blazer no valor de R$48.000. Também está registrado na lista do TSE como candidáto às próximas eleições ao cargo de Deputado Federal pelo PP.
- O deputado Ricarte de Freitas recebem quase Um milhão da quadrilha e é candidáto ao cargo de Deputado Federal nestas eleições pelo PTB.
- A Senadora Serys Marlí também tem seu nome envolvido no esquema. Seu genro recebeu R$35.000 da quadrilha para, segundo conversa entre ele e Vedoin, pagamentos de dívidas de campanha da Sogra. a Senadora apresentou emendas para a compra de ambulâncias no valor de R$700.000,00 que foram aprovadas. Atualmente Serys é candidata ao Governo do Estado pelo PT.
- O último parlamentar matogrossensse envolvido é o deputado Wellington Fagundes. Ele recebeu da máfia uma quantia de R$100.000,00. O dinheiro, entregue em espécie, foi repassado em diversas parcelas. Fagundes também é candidato nestas eleições para Deputado Federal pelo PL.
Como foi exposto no final de cada item, todos os citados sob forte suspeita de envolvimento são candidatos novamente ao congresso (com exeção da senadora Serys que é candidata ao Governo do Estado, já que tem assegurados mais quatro anos no congresso dos oito de seu mandato como senadora) ao que tudo indica, não querem perder a oportunidade de continuarem participando de esquemas de desvio de verbas públicas. Cabe agora ao leitor tormar notas dos fatos e os excluir da lista de seus possíveis aspirantes a um novo mandato.
A relação completa dos candidatos envolvidos no escândalo porde ser conferida no no seguinte link: http://www.olhardireto.com.br/news.asp?news=336957&sec=8